Intolerância a Glúten ou Doença Celíaca

Hello people !

Fiquei sabendo de uma doença que é a Celíaca que nada mais é do que a pessoa ter Intolerância a Glúten. E ela requer muitos cuidados que não imaginamos. E sendo tomados esses cuidados essenciais a pessoa vive muito bem. Adaptada a uma vida diferente, é claro, mas muito normal. Abaixo seguem matérias que achei na net que explicam melhor.

Mães e pais fiquem atentos… seu filho sempre dá sinal. Atentos, atenção a ele, tanto no físico como no psicológico.

“A frase “Contém Glúten”, presente na embalagem dos alimentos, é um alerta para os celíacos e intolerantes ao glúten, que não podem consumir a proteína. Entenda melhor a doença.

Intolerância a Glúten 

Para os portadores da doença celíaca e intolerantes ao glúten, abolir a proteína do cardápio é questão de saúde. Mas há gente indicando a dieta para emagrecer, sem muito fundamento. Entenda como essa proteína age no organismo, como ela pode ser substituída por outros ingredientes e quais os cuidados necessários na hora de preparar a refeição.

O que é o glúten?
É uma proteína vegetal presente no trigo, cevada, centeio, aveia e malte. Ou seja, os pães, massas, bolos, chocolates, cervejas e uísques contêm glúten. Sua função é dar liga aos alimentos. No caso do pão, por exemplo, é o glúten que confere elasticidade à massa, permitindo o crescimento e resultando na maciez e textura adequada. Para quem não é celíaco, a proteína é totalmente inofensiva.

O que é a doença celíaca?
É um problema genético caracterizado pela hipersensibilidade ao glúten. A doença atinge o intestino delgado, dificultando a absorção de nutrientes como o ferro, ácido fólico, vitamina B12, A, D, E, K e zinco, entre outros. Dentre os sintomas, a diarreia, dores e distensão abdominais, anemia, falta de apetite e dificuldade em ganhar peso. Além disso, o celíaco sofre com alterações de humor, porque o glúten produz gluteomorfina, um composto que causa alterações no sistema nervoso central.

Qual o tratamento? 
A doença não tem cura, mas a saída é eliminar o glúten do cardápio, tanto para os indivíduos sintomáticos quanto para os assintomáticos. Por isso, desde 1992, todos os alimentos devem informar no rótulo a presença da proteína.

Trocas liberadas
Os alimentos abolidos podem ser substituídos por outros, como a mandioca, batata, arroz, quinua, amaranto e linhaça. Assim, os derivados desses ingredientes, como a farinha de mandioca, de milho e de soja, fécula de batata, polvilho doce ou azedo, fubá, milharina e arrozina também estão liberados.

De olho na cozinha
Quem não pode ingerir glúten deve tomar alguns cuidados na hora de preparar a refeição:

– Alimentos com e sem glúten nunca devem ser manipulados no mesmo ambiente.

– Os recipientes e embalagens plásticas devem ser bem higienizados para que não restem vestígios de alimentos que contenham glúten.

– Cuidado com os talheres. Cortar o pão sem glúten, por exemplo, com uma faca usada anteriormente para cortar um pão comum, pode provocar uma crise.

– Atenção com a fritura: nunca frite o alimento no óleo onde antes se fritou um empanado em farinha de trigo.

– Reserve um espaço separado no armário para guardar os alimentos sem glúten.”

Fonte:  Sadia

Abaixo transcrevi o que estava no site da Associação dos Celíacos do Brasil – ACELBRA

Como se faz um disgnóstico de uma doença Celíaca ?

São realizados exames especializados para avaliar a absorção da D.XILOSE e dosagem de gordura nas fezes, assim como dosagem de anticorpos antigliadina, antiendomídeo, e antitransglutaminase, porém, É ABSOLUTAMENTE NECESSÁRIA a realização da Biópsia do Intestino Delgado (BID),  para estabelecer o diagnóstico da Doença Celíaca, a qual deve ser obtida, preferencialmente,  da  junção  duodeno-jejunal.   

ATENÇÃO : Não existem motivos que justifiquem iniciar dieta isenta de glúten sem realizar a biopsia. 

As amostras podem ser obtidas utilizando-se cápsula perioral, conhecida como cápsula de Watson ou Crosby- Kugler, que é acoplada a uma sonda ou pinça durante o processo de endoscopia digestiva alta. Em ambos os casos é importante o envolvimento de profissionais habituados com o diagnostico da Doença Celíaca, tanto para a obtenção dos fragmentos intestinais como para sua avaliação.

Qual é o tratamento da DOENÇA CELÍACA ? 

Para a Doença Celíaca existe um único tratamento: Uma dieta rigorosa, onde devem ser retirados todos os alimentos e preparações que contenham o glúten. Não se deve comer “só um pouquinho” desses alimentos,  pois podem ocorrer consequências  danosas para o paciente.

Deve-se substituir os ingredientes que contenham glúten ( como a farinha de trigo ),  por outras  opções como o uso de farinha de arroz,  amido de milho, farinha de milho, fubá,  farinha de mandioca, polvilho e fécula de batata.

A Dieta deve ser seguida durante TODA A VIDA ?

Sim, pois a quantidade de glúten suficiente para causar sintomas varia de paciente para paciente.  Se não aparecerem sintomas depois que o paciente ingerir glúten , isto não significa que o alimento não lhe fará mal.

A vigilância da dieta deve ser permanente, já que a ingestão de glúten pode acontecer até sem que a gente perceba, como por exemplo:

–   através de óleo de fritura utilizado no preparo de alimentos com glúten e depois para a fritura de alguma preparação sem glúten;

–   utilização da mesma faca   para se passar margarina em pão com glúten e depois passar em bolacha sem glúten;

–   usar tabuleiros ou formas polvilhadas com farinha de trigo e depois reutilizá-las para os produtos  sem glúten, sem que tenham sido bem lavadas.

Na falta de produtos industrializados especiais sem glúten no mercado brasileiro, a maior parte das preparações do cardápio do paciente  celíaco deve ser caseira, demandando tempo e dedicação para o preparo, gerando criatividade em busca de novas receitas

Como conseguir uma dieta sadia sem o Glúten ? 

Neste caso o paciente deve ter uma alimentação variada, composta por elementos ou nutrientes que o ajudem a crescer,   e a retirada do glúten não atrapalha o processo de crescimento que se estende até a adolescência, desde que se substitua por outros alimentos sem glúten.

De forma geral,  os alimentos podem ser divididos em ENERGÉTICOS CONSTRUTORES E REGULADORES,  sendo que uma dieta equilibrada deve conter quantidades adequadas de todos eles, sempre que for possível

ENERGÉTICOS

Os energéticos são principalmente os CARBOIDRATOS (também conhecidos como  hidratos de carbono ou glícideos) e os Lipídeos (também conhecidos como gorduras).  Eles nos dão energia  (combustível)  para nossas atividades diárias e são responsáveis por manter a temperatura do corpo constante.

  CARBOIDRATOS : São também conhecidos como açucares e podem ser pequenos como a sacarose, a lactose e a glicose ou maiores como a malto-dextrina e o amido. Encontramos os carbohidratos em grandes quantidades no milho,  arroz,  aipim, mandioca,   tapioca, araruta, batatas, feijões, lentilha, ervilha,  grão de bico, açúcar, mel e outros.

  LIPÍDEOS OU GORDURA – Além de serem boas fontes de energia, as gorduras também são responsáveis por levar as vitaminas A, D, E, e K dos alimentos que ingerimos,  até o interior do nosso organismo.

As gorduras estão no azeite de dendê, nos óleos vegetais ( óleo de soja, de milho, de algodão, de canola, de girassol ) , nas margarinas, no creme vegetal,  na banha de porco, na manteiga, no creme de leite, na gema de ovo e “escondido” nas carnes de boi, frango, peixe, coelho, no presunto e maionese.

Atenção: Procure substituir as banhas por óleos vegetais ao cozinhar os alimentos, não abuse das frituras,  e dê preferência às margarinas. Você estará previnindo as doenças do coração e das  veias, como arterosclerose,  enfarto e trombose. 

CONSTRUTORES

Os elementos construtores são as Proteínas.   

Proteínas – Garantem o perfeito funcionamento da pele, músculos, coração, visão, ossos e cérebro. As proteínas podem estar em alimentos de origem:

Animal – são aproveitadas de uma melhor forma pelo nosso corpo e por isto chamadas de alto valor biológico.  Encontradas na carne, no pescado, no fígado de boi e de frango, na dobradinha   (bucho),  nos ovos,  no leite e seus derivados (coalhada,  iogurte e queijos).

 Vegetal – também são importantes na nossa alimentação e estão presentes no feijão, na sopa, ervilha, grão de bico, entre outros.

REGULADORES

No grupo dos alimentos reguladores estão as Vitaminas, os Sais Minerais, as Fibras e a Água.

Vitaminas – São em grande número em nosso organismo. Não as produzimos e nenhum alimento possui todas elas; por isto é que a nossa dieta deve conter os mais variados alimentos, na medida do possível. Cada vitamina tem uma função certa, mas de um modo geral, são importantes para manter nossa saúde em dia. Regulam nosso sistema nervoso, melhorando nossa imunidade contra as infecções.

 Sais Minerais – Dentre os componentes mais importantes de seu grupo, destacam-se o Cálcio, Ferro, Sódio, Potássio, Zinco, Iodo, Manganês e Cobre. Atuam na construção dos tecidos, na formação de ossos e dentes, nos nervos, coração, crescimento, etc.

Os alimentos que tem Cálcio são o leite e derivados ( coalhada , queijos e iogurtes ), o brócolis, espinafre, acelga, agrião, couve, chicória e mostarda. Sua ausência em nosso organismo provoca má calcificação dos dentes e dos ossos, assim a criança cresce lentamente ou até mesmo para de crescer.

 Se nos faltar o Ferro, teremos anemia, ficando cansados, desatentos, com sono e fracos. O Ferro é responsável em levar oxigênio através dos  pulmões e do sangue, e os tecidos precisam dele para crescer e sobreviver. Encontramos o Ferro nas carnes, feijão, espinafre, acelga, broto de abóbora, couve e folha de batata doce.. Para que sejam melhor aproveitados pelo nosso organismo, devemos consumi-los com alimentos com alimentos que contenham vitamina C, como limão ( limonada ), goiaba, acerola, laranja, mamão e banana.

Fibras – São componentes dos alimentos que o nosso organismo precisa para regular a função intestinal. Alguns alimentos sem glúten e ricos em fibras são as frutas ( com casca ), vegetais, feijões, lentilha, milho ( verde, canjica ou pipoca ), o mamão, uva-passa seca e ameixa preta.

Água – Necessária para diversas funções de nosso organismo, como lubrificação de articulações, das córneas, ajuda nas funções do intestino, faz parte da saliva, das lagrimas e meio de transporte para os nutrientes através do sangue e fora dele.

 Em dias de calor excessivo, em casos de diarréia ou febre, é preciso oferecer mais água, que pode ser em forma de sucos, refrescos, sorvete de frutas, refrigerantes, água de côco ou mesmo pura. 

Alguns pacientes trasngridem a dieta ? 

Infelizmente sim, pois embora o único tratamento consiste na dieta isenta de glúten por toda a vida, este tratamento parece simples,  porém inúmeros problemas podem levar o paciente a transgredi-la, como pôr exemplo:

*Falta e orientação dos familiares sobre a doença e suas complicações;

*Descrença na quantidade de cereais proibidos (qualquer quantidade é prejudicial e agressivo aos celíacos );

*Dificuldades financeiras pois os alimentos permitidos são os de custo mais elevado;

*Hábito do uso da farinha de trigo na alimentação (pão, macarrão, etc);

*Falta de habilidade culinária das mães para preparar alimentos substitutivos;

*Forte pressão que sofremos da propaganda dos industrializados,  que nos leva a consumir tais produtos e,

*Rótulos, embalagens ou bulas que nem sempre contém a composição correta ou bem clara dos ingredientes.


 

Fonte: ACELBRA

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